Redação
A estudante Kayanne Fonseca, que admite ter medo de serpentes, ficou surpresa e encantada ao avistar uma jiboia tomando sol e nadando tranquilamente na Cachoeira do JK, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. O encontro inesperado aconteceu no último sábado (28) durante uma trilha que Kayanne fazia com três amigas.
Mesmo com o receio inicial, a jovem ficou fascinada com a beleza da cobra. "Achei que, quando a encontrasse, passaria mal. Mas um rapaz que estava com a gente nos deu segurança, explicando que o animal não era venenoso e que não estávamos em risco", contou Kayanne. Esse alívio permitiu que ela e as amigas admirassem a jiboia com tranquilidade.
No vídeo gravado durante o passeio, é possível ver a jiboia em uma postura calma, aproveitando o sol e a água. Kayanne descreveu a situação como surpreendentemente serena. "Ela estava apenas de passagem, nem parecia uma ameaça. Fiquei admirando a beleza dela", disse a estudante, que inicialmente temia encontrar uma cobra em seu caminho.
Segundo o biólogo Edson Abrão, que comentou o caso em entrevista ao g1, a jiboia é uma serpente não venenosa e geralmente considerada tranquila. “Embora não seja peçonhenta, não se deve manuseá-la, pois ela pode morder. Seu método de captura é por constrição, ou seja, ela esmaga suas presas para se alimentar”, explicou o biólogo.
Edson também ressaltou que é comum que essas serpentes frequentem áreas úmidas, como cachoeiras, e que podem, em raros casos, se alimentar de pequenos peixes e anfíbios próximos às margens de rios e córregos.
O biólogo enfatizou a importância da preservação das serpentes e da vida silvestre em geral. “A jiboia estava em seu habitat natural, e devemos respeitar isso. Elas desempenham um papel fundamental no equilíbrio ecológico, controlando populações de roedores e outros animais”, destacou Edson.
Ele também alertou sobre o risco de acidentes ao tentar manusear animais silvestres, mesmo aqueles que não são venenosos. "Mesmo sem peçonha, a mordida de uma jiboia pode causar infecção, e, em alguns casos, o processo de constrição pode machucar. O ideal é sempre manter distância e não incomodar o animal", finalizou o biólogo.
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